17 de maio de 2012

A insustentável leveza

"Somos insignificantes;
por mais que você programe sua vida 

a qualquer momento, tudo pode mudar."


Ayrton Senna

13 de maio de 2012

Todos os dias de minha mãe

Em julho, completarei 37 anos corridos. Destes, serão quase dois sem minha mãe ao meu lado. Impossível não se lembrar dela neste, agora, fatídico, Dia das Mães. Não porque eu deva lembrar dela e tenha de criar uma peregrinação sobre sua memória apenas porque é Dia Das Mães. É que se, mesmo que eu quisesse, a mídia, o comércio, minha família e todos os átomos ao meu redor me fariam lembrar dela no Dia das Mães.

O primeiro Dia das Mães sem minha mãe, no ano passado, foi foda. É um choque. Inevitavelmente você se lembra de como foram os últimos e começa a imaginar que os próximos serão terríveis. Mais aí, a vida te surpreende e faz você entender que a morte é uma grande transformação, de dentro pra fora, mas somente para quem está disposto a viver essa experiência e se beneficiar dela.

O segundo Dia Das Mães sem minha mãe foi de completa paz. Consegui passar imune à tristeza, às lágrimas, à falta, ao dissabor e às lembranças porque é assim que eu escolhi. É assim que eu quero.

Pode ser muito estranho, mas para mim é muito claro. Eu não preciso mais me preocupar com o Dia Das Mães simplesmente porque eu não tenho mais mãe. E não sou louco de transferir esse sentimento muito menos dar presente para ninguém porque mãe é uma só e jamais será substituída por sogra, avó, irmã, esposa, pai, tia, gato, cachorro ou galinha.

Eu não preciso mais do Dia Das Mães porque minha mãe está presente em mim todo santo dia. Sei que dentro de mim há um pedaço dela, tanto geneticamente quanto emocionalmente. E o resto. Ah, todo esse resto é a mais pura balela.

11 de maio de 2012

Sobre o perdão e balões

Quando acordou e deparou-se com a casa cheia de balões não acreditou. Por um momento achou que ainda estava sonhando, mas ao beliscar o próprio braço e sentir uma leve dor, teve certeza que se tratava da mais pura realidade.

As janelas estavam todas fechadas e impediam que aquele verdadeiro mar de balões pretos e brancos escapassem rumo ao céu. Ficou intrigado quanto às cores dos balões. Por que pretos e brancos e não todos de uma só cor? Não demorou muito para relacionar cada respectiva cor com um estado emocional. Os brancos representavam a felicidade e os pretos, a escravidão mental, deduziu.

Atormentado, levantou-se rapidamente da cama e começou a abrir as janelas da casa. A do quarto foi a primeira. Tentava se locomover para chegar à sala, mas era impedido pelo mar de balões. O curioso é que os de cor preta eram predominantes e agiam como barreiras a sua locomoção.

Ficou pensando em como aqueles balões teriam ido parar em seu quarto. Por um momento, lembrou-se das coisas ao nosso redor que acontecem como resultado de uma mistura complexa de eventos além do nosso controle. Foi quando sentiu suas articulações mais leves e conseguiu ensaiar uma breve caminhada sobre o mar de balões.

Em exercício, capturava os balões pretos, aqueles que sinalizavam a escravidão mental e os colocou para fora do quarto. Um a um, num processo longo e demorado. Eles eram a maioria. Enquanto isso, os balões brancos desciam suavemente ao chão, como que em repouso e alívio imediato pela ausência dos mesmos de cor preta.

Foi sentiu-se perdoado de si mesmo.

10 de maio de 2012

On-Off

Eu não preciso me desligar, mas já entendi que não posso controlar o outro. Vou me permitir aprender com as consequências naturais dos acontecimentos. Prefiro não culpar ou acusar os outros, mas dar o melhor de mim.

Ao invés de corrigir, darei suporte. Vou aceitar. Também não vou repreender ou argumentar, porque sei identificar minhas próprias falhas e também me preocupo em corrigi-las.

Sei que não preciso ajustar tudo aos meus desejos, mas vou tomar cada dia como ele vem, e valorizar-me nele. Também não vou mais reclamar do passado e daqui pra frente vou crescer e viver para o futuro. 

7 de maio de 2012

Contentamento

Pessoas preenchidas são pessoas contentes.

Mesmo que alguém crie uma situação de descontentamento diante delas, pessoas contentes demonstrarão seu contentamento ao cooperar com aqueles que tentam torná-las descontentes.

Contentamento não é ter tudo que se quer, mas estar satisfeito com o que se tem e o que se é. Pessoas contentes tem o sentimento de abundância mesmo sem ter muito, porque elas apreciam o que tem.

Por outro lado, aqueles que não apreciam o que tem e o que são, estão sempre insatisfeitos porque se comparam com outros. Satisfação é estar preenchido.

Quando se está preenchido, os olhos não são guiados pelo que os outros têm

26 de abril de 2012

Exercício


Para acabar com pensamentos negativos e estressantes precisamos nos exercitar na academia da nossa consciência. Quando lutamos contra esses pensamentos, eles ficam mais fortes. Se tentamos suprimi-los, eles voltam com mais frequência, quando menos esperamos.

Mas, quando observamos e nos afastamos deles, deixamos de dar vida a eles.

Sem a energia vital da nossa atenção eles enfraquecem e desaparecem. E quando eles morrem não somos nós que morremos – nos tornamos mais conscientes de nós: seres calmos, silenciosos e sempre presentes. Que hoje e sempre possamos exercitar o músculo correto para acabar com a negatividade. 

20 de abril de 2012

REAL IMAGINÁRIO


Desde quando nunca a conheci
não era mais que uma imagem
sem palavras que denunciassem,
sem o cheiro que enfeitiçasse,
sem o calor que excitasse.

Desde quando a quis conhecer,
imagem sempre insistiu em ser;
em busca de palavras, denunciei,
em busca do cheiro, enfeiticei,
em busca do calor, me pus a ferver.

Desde quando a conheci
do imaginário ao real
palavras doces nunca mais ouvi,
seu feitiço se voltou contra mim
e do calor ao frio, morri. 

8 de março de 2012

Homem Feminino

Ainda que eu não concorde com esta mínima e injusta homenagem reservada às mulheres, que certamente deve ter sido criada por um homem, não posso deixar passar em branco a oportunidade de hoje dar um beijo, um abraço e um carinho todo especial nelas.

Essa ideia de Dia Internacional das Mulheres sempre me soou como uma iniciativa machista. Não há nada mais machista e oportuno para o comércio do que reservar apenas um dia para lembrar que as mulheres existem. Para lembrar que sim, elas merecem ganhar um presente. Ah sim, elas são especiais. Oras bolas!

Logo elas, que são mães, avós, irmãs, amigas, namoradas, esposas, executivas e tudo mais. Sim, porque só as mulheres podem ser tudo mais. Um homem jamais conseguiria. Vocês já pararam pra pensar se algum dia um homem conseguiria ficar horas e horas em cima do salto, sorrindo e feliz; com o cabelo arrumadinho, unhas feitas, cheirosinho, e tudo isso num corpinho com tudo em cima? Sem contar a remuneração desigual e ainda ter de dividir as contas do restaurante, da casa, do motel e por aí vai? Se, como disse Cazuza, só as mães são felizes é porque só as mães são mulheres e só as mulheres são tudo mais.

E você ainda acha justo um mísero dia para reconhecer todas essas qualidades? A ironia é tão grande que se não houvesse esse fatídico dia, talvez esse texto nem fosse escrito. Por que esperar até o Dia Internacional das Mulheres então para homenageá-las? Certamente porque é um homem quem o está redigindo! Mea Culpa!

O fato é que cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha. É porque cada pessoa é única e não substitui a outra. As mulheres são únicas. Só as mulheres.

Desde o meu nascimento tive a sorte de conviver rodeado de mulheres. Minha mãe, minha irmã, minhas infinitas tias, minha avó, minhas colegas de escola, de faculdade e trabalho. Minhas amigas. Chefes, cunhadas, minha esposa, as amigas da minha esposa e minha sogra. Minha cachorra! Talvez seja por isso que eu tenha desenvolvido maior sensibilidade e compreenda com maior facilidade o sentimento feminino. É preciso ser muito macho pra ser mulher nos dias de hoje.

E, ainda que este dia tenha um pé no machismo, parabéns a todas as mulheres que se fazem presente em minha vida e que tornam minha vida um verdadeiro presente.

27 de fevereiro de 2012

Mudança

A mudança ou transformação pressupõe uma alteração de um estado, modelo ou situação anterior para um estado, modelo ou situação futuros, seja por razões inesperadas e incontroláveis, seja por razões planejadas e premeditadas. 

Mudar envolve, necessariamente, a capacidade de compreensão e adoção de práticas que concretizem o desejo de transformação. Mas, para que a mudança aconteça, nós precisamos estar sensibilizados por essa causa porque toda mudança ocorre de dentro para fora e não, de fora para dentro. 

9 de janeiro de 2012

É tempo de travessia

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas,
que já tem a forma do nosso corpo,
e esquecer os nossos caminhos,
que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos".

Fernando Pessoa

4 de janeiro de 2012

O mundo está ao contrário e ninguém reparou...

O escritor uruguaio Eduardo Galeano, diante das manifestações dos jovens na Espanha, concedeu 11 preciosos minutos de sabedoria que gostaria de compartilhar com vocês. 

2 de janeiro de 2012

Satchita

A amiga Carla Lapenda enviou esse belíssimo vídeo para me desejar um brilhante 2012 e não posso deixar de compartilhar com vocês essa mensagem.

Playing for Change – Satchita é uma canção pela paz mundial, que reúne músicos de vários países. Seu refrão é um mantra hindu, pouco conhecido em nossa cultura, mas o ritmo nos é muito familiar.

A música torna o ser humano plural, independente de raça, religião ou credo. É o melhor meio de comunicação para unir os povos a favor de um benefício universal.



É o fim do mundo!

Disseram e apostaram os Maias que 2012 será o último ano de nossas vidas.

Devo confessar que o único Maia em que acreditei até hoje foi o Tim Maia, exatamente porque ele era o melhor mentiroso que já ouvi falar na face da Terra. Ele sim sabia mentir dizendo a verdade. Quanto aos outros, os outros são os outros...

Se será em 2012 ou não, uma hora o mundo vai acabar pra nós, mas seguramente continuará para aqueles que perpetuarão nossos genes. Deixemos então o nosso mais valioso legado a eles: a compaixão. Por nós e por eles.

Proponho um desafio ao calendário Maia. Lute para o que o mundo não acabe em 2012. Mais, lute para que o ser humano não acabe com o mundo antes que os Maias acabem com ele.

Que tal deixarmos o mundo o paz?

Feliz ano novo e muito boa sorte a nós e ao mundo.



22 de dezembro de 2011

Afinal, o que é o amor?


Ontem, li uma frase do psicanalista Flavio Gikovate que me chamou muito a atenção. Dizia ele que a maioria das pessoas se frustra com o amor simplesmente por não saber o seu real significado e, em função disso, cria uma expectativa que não se concretizará ao eleger o amor como a solução de todos os seus problemas. Bravo!

Perguntei a uma colega o que ela espera de 2012. Ela respondeu sem titubear: muito dinheiro e finalmente casar. Balancei a cabeça e na hora associei seus dois principais desejos à tese do Gikovate. A possibilidade de essa minha colega transformar seu 2012 num verdadeiro caos é grande. É incrível como as pessoas têm a capacidade de sabotar a elas mesmas. Criamos problemas num piscar de olhos. Plantamos as sementes da expectativa e colhemos os frutos da frustração.

Estou casado há oito meses e confesso que, há dois anos, não fazia a menor ideia de que hoje me veria com o bambolê no dedo. Estava numa fase paz e amor, curtindo a vida, sem o menor comprometimento. Não fiz promessa, nem simpatia pra conseguir um novo amor, muito menos vesti vermelho em festa de réveillon. E o que aconteceu? O amor. O amor aconteceu. Porque é assim mesmo. O amor acontece.

E para acontecer, eu precisei parar de correr atrás do amor, porque o amor, ah, o amor, ele foge sempre da gente feito bicho assustado. Não adianta querer brincar de esconde-esconde e de pega-pega com o amor porque ele sempre trapaceia e ganha o jogo. Deixe o amor com vontade de brincar com você.

Ah, e aprenda, de uma vez por todas o real significado do amor. Aprenda com o amor, deixe que ele o ensine seu real significado. Não queira rotular o amor. Não crie regras para o amor. Não exija do amor, não o crucifique. E por favor, não crie expectativas com o amor porque ele vai te frustrar sem dó, nem pena.

Em um mundo melhor, a lei natural é, sem dúvida, a do amor. Em uma pessoa melhor, a natureza natural é amorosa. O amor é o princípio que cria e sustenta as relações humanas com dignidade e profundidade. O amor espiritual nos leva ao silêncio e este silêncio tem o poder de unir, orientar e liberar as pessoas. Quando o amor é aliado à fé, isso cria uma forte fundação para iniciativa e ação. O amor é um catalisador para mudanças, crescimento e conquistas.

21 de dezembro de 2011

Indas e vindas


A vida é cheia de términos e novos começos.

A cada curva há algo que nos desafia, seja o novo, formidável, ou simplesmente o familiar. O que para uns é uma montanha intransponível, para outros é um desafio a vencer. O que se torna sombrio para alguns, ainda permanece iluminado para outros.

Os otimistas vêem o caminho à frente, os pessimistas ficam tão ocupados em olhar para trás que não conseguem ver a solução bem diante deles.

Se ficarmos segurando a corda que nos arrasta para trás não teremos mãos livres para agarrar a corda que nos puxa para frente. 

20 de dezembro de 2011

A ilha dos sentimentos


Era uma vez uma ilha, onde moravam todos os sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Sabedoria e todos os outros sentimentos. Por fim o amor. Mas, um dia, foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar. Todos os sentimentos apressaram-se para sair da ilha.

Pegaram seus barcos e partiram. Mas o amor ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha, antes que ela afundasse. Quando, por fim, estava quase se afogando, o Amor começou a pedir ajuda. Nesse momento estava passando a Riqueza, em um lindo barco. O Amor disse:

- Riqueza, leve-me com você.
- Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para você.

Ele pediu ajuda a Vaidade, que também vinha passando.

- Vaidade, por favor, me ajude.
- Não posso te ajudar, Amor, você esta todo molhado e poderia estragar meu barco novo.

Então, o amor pediu ajuda a Tristeza.

- Tristeza, leve-me com você.
- Ah! Amor, estou tão triste, que prefiro ir sozinha.

Também passou a Alegria, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o amor chamá-la.
Já desesperado, o Amor começou a chorar. Foi quando ouviu uma voz chamar:

- Vem Amor, eu levo você!

Era um velhinho. O Amor ficou tão feliz que se esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Chegando do outro lado da praia, ele perguntou a Sabedoria.

- Sabedoria, quem era aquele velhinho que me trouxe aqui?

A Sabedoria respondeu:

- Era o TEMPO.
- O Tempo? Mas porque só o Tempo me trouxe?
- Porque só o Tempo é capaz de entender o "AMOR".
Reinilson Câmara

16 de dezembro de 2011

Exato Momento

O amor precisa da sorte
De um trato certo com o tempo
Pra que o momento do encontro seja pra dois o exato momento

O amor precisa de sol
E do barulho da chuva
De beijos desesperados
De sonhos trocados da ausência de culpa

Talvez o amor só seja assim pra mim
E pra você não seja nada disso
Mas eu prometo tentar aprender a te amar do jeito que for preciso

Mas se o amor quiser mudar as leis do que é certo
Ele faz que o improvável aconteça
Quando o amor vier não tema, tenha fé
Que ele será seu olhar, esplendor e beleza

Zé Ricardo

12 de dezembro de 2011

Entre nós

Nós somos a cura do mal de nós mesmos.
Ninguém faz da vida o que somos nós.

Desatar esses nós cabe só a nós mesmos,
então só nos resta virar do avesso.

9 de dezembro de 2011

Fio condutor

O mundo cor de rosa
é tudo o que ela mais gosta.
Dos pés à cabeça,
se enche toda de beleza.

E no seu diálogo em verso e prosa
jogo os dados numa aposta.
Torço para não perder
seu sorriso e riqueza.

O silêncio gera distância
como um hiato intermitente.
Feito sonho de criança
não a tiro da minha mente.

Faz crescer a minha ânsia
de te ver presente
e não mais só a lembrança
de seu corpo quente.

6 de dezembro de 2011

Paz

Era uma vez uma rainha que perdeu seu inestimável colar de pérolas. Com grande aflição ela procurou por todo o palácio e quando já estava perdendo a esperança de encontrá-lo, parou e percebeu que ele estava exatamente ao redor do seu próprio pescoço.

Paz é assim.

Se procuro por ela externamente, nos meus arredores físicos ou em outras pessoas, sempre ficarei desapontado. Porém, se aprendo onde e como procurar a paz dentro de mim, descobrirei que ela estava lá, o tempo todo. 


5 de dezembro de 2011

Felicidade Urgente

Nunca mais eu vou voltar
Essa estrada é meu destino
Vou seguir a minha vida
Vou achar o meu lugar

Louco pra viver em paz
Eu procuro paraísos
Em lugares esquecidos, em viagens ao luar

Eu vi a cor, sonhos
E sei de cor o que é
Melhor pra mim

A vida me fez desse jeito
O mundo que é tão imperfeito
Pouca gente tem direito a ser feliz

O tempo passa de repente
Felicidade urgente para todos
Para todos nós

Quero te fazer feliz
Quero ser feliz também
Com você tá tudo bem

Não vou mais olhar pra trás
No caminho do infinito
Encontrei minha razão
E me perdi no seu olhar

Eu sempre quis muito mais
Mais do que era preciso
Quis milagres absurdos
E delírios de prazer  

Claudio Zoli 

24 de novembro de 2011

Vou de Bike

A iniciativa da CET – Companhia de Engenharia e Tráfego de São Paulo de demarcar novas áreas para a circulação de bicicletas no bairro de Moema é digna de aplauso.

Com o crescimento da frota de veículos na cidade; são emplacados 500 por dia, a ineficiência do transporte público oferecido tanto pela prefeitura quanto pelo governo do Estado de São Paulo, o deslocamento através de bicicletas torna-se, a cada dia, não mais uma oportunidade, mas sim, uma necessidade.

Recomendado para rotas de até 20 km, o deslocamento de bicicleta começa a ganhar corpo na cidade desde que foram implementadas as ciclofaixas de lazer aos domingos. O incentivo ao uso da bicicleta atingiu a todos os públicos, desde crianças e jovens até adultos e idosos.

Os benefícios desta prática vão desde a melhora na capacidade respiratória, afinal, pedalar é um exercício aeróbio, até a sensação de bem-estar e programas alternativos para o lazer .

Para garantir a segurança, tanto do ciclista quanto de pedestres e motoristas que circulam nessas novas áreas demarcadas na cidade é preciso refletir sobre alguns equívocos cometidos a partir da inclusão das ciclovias e ciclorotas.

Não basta apenas pintar o asfalto de vermelho e oferecer uma pista dotada de pequenas armadilhas como buracos, “costelas de vaca”, infiltrações e etc. Antes de demarcar as áreas reservadas aos ciclistas, a prefeitura deveria ter realizado uma avaliação do estado do asfalto e providenciado a manutenção necessária para oferecer uma alternativa segura de deslocamento.

Outro ponto diz respeito a nova sinalização para estacionamento dos veículos durante o período vigente de zonal azul. Como não podem parar nem estacionar sobre as ciclofaixas, os motoristas ganharam como opção deixar o veículo numa área pontilhada que invade a faixa do meio das ruas. Como resultado, motoristas desavisados não percebem que o carro da frente está estacionado e não aguardando a abertura do semáforo.

Estes equívocos cometidos pela CET colaboraram para inflamar os ânimos de moradores e comerciantes da região. Cada um, puxando a sardinha para a sua brasa, lançou fogo na nova iniciativa que, segundo a companhia, está ainda em fase de testes.

Só espero que não optem pela exclusão da ciclofaixa e ciclorota para sanar os erros de cálculo cometidos pela CET. Talvez se fossem excluídas as áreas de zona azul, ficaria mais claro para os motoristas notarem que agora, em Moema, é cada um no seu quadrado.

Sempre avaliei o sistema de tráfego na cidade como um duelo de Titãs. Pedestres, motoristas, motoqueiros, ciclistas. Todos lutam pela conquista de seus espaços, de suas faixas, de suas vias. Não há gentileza, compreensão nem sequer educação. Trata-se de uma questão de posse. Cada um acredita que é o dono daquele espaço e não o cede para ninguém. A multiplicação de ciclofaixas e ciclorotas é o início de uma longa jornada para que todos compreendam, de uma vez por todas, que o espaço é público e não privado. 

16 de novembro de 2011

"C" de casamento

Meu casamento completa hoje sete meses de vida. Chamo de vida porque, em minha opinião, o casamento é sim, uma referência de vida. Nasce, cresce, reproduz e morre. Sim, morre. Ou acaba porque a relação chegou ao fim ou porque um dos companheiros morre e faz prevalecer o bom e velho “até que a morte os separe”.

Não à toa, casamento se escreve com “C”. Eu tenho uma teoria que para um casamento ter sucesso (e isso parece até título de livro de auto-ajuda) é preciso seguir a tese dos cinco “Cs”. Confiança, carinho, cumplicidade, companheirismo e concessão.

Quando me refiro a confiança, penso que ela é a base de qualquer relacionamento. Seja no casamento, na família, no trabalho, seja lá aonde for. Como diz uma boa e velha piada, confiança é igual a virgindade; ou você tem ou não tem. E acho que de todos esses “Cs”, confiança é o fio condutor do casamento. E confiança não se pede, nem se compra. Confiança se conquista. O tempo é indefinido e depende da forma como você age com seu companheiro para que ele consiga ter a sensação e a convicção de que pode confiar em você.

Se o casamento fosse um prato, carinho seria, sem dúvida, seu principal tempero. Dar carinho, receber carinho, demonstrar carinho publicamente e entre quatro paredes. Porções de carinho salpicadas no dia a dia tornam o casamento mais leve, mais gostoso e até mais divertido. E como todo condimento, é preciso utilizar a dosagem na medida certa. Eis o grande desafio: o ponto de equilíbrio. Não pode faltar nem tampouco passar do limite.

Cumplicidade é quando o casal já alcançou o grau de telepatia. É quando você senta à mesa para tomar o café da manhã e já sabe no que o companheiro está pensando ou vai dizer naquele momento. Cumplicidade é acertar naquele presente que você tem certeza que ele ou ela vão gostar porque é exatamente daquilo que estavam precisando naquele momento. Cumplicidade é quando duas cabeças pensam melhor que uma.

Companheirismo é planejar junto. É quando a soma de um mais um é igual a um. É sonhar junto e não mais individualmente. Companheirismo é guardar cada centavo para trocar de carro e sair da concessionária de sorriso largo. Companheirismo é confortar a família dele ou dela e agregá-la a sua para ganhar não uma sogra e um sogro, e sim, mais uma mãe e outro pai. Companheirismo é fazer o almoço do domingo, chamar toda essa gente e ir dormir cheio de felicidade.

E por fim, concessão. Casamento é concessão. Esqueça sua vida de solteiro, esqueça pensar e planejar sozinho, dê um tempo no amor próprio e reduza a marcha da autoestima. Calma, concessão não quer dizer anulação. Nada disso e longe disso. Mas concessão quer dizer colocar-se no lugar do outro, respeitar a opinião do outro, abrir a mente para mudar de opinião e aceitar novas possibilidades. Concessão é abrir mão de ser singular para se transformar em plural.

Se ao ler esse texto você identificou-se com uma ou mais características, penso que estamos no caminho certo. Mas, se você não enxerga identifica isso em seu relacionamento ou mesmo não acredita que isso seja possível, de duas uma, ou você nasceu pra ser solteiro ou está com a pessoa errada. Seja lá qual for a opção, seja feliz. Casado ou solteiro. 

11 de novembro de 2011

O buraco do ensino superior

No ano passado, 49% das vagas de ingresso para novos alunos oferecidas pelas universidades, centros universitários e faculdades do país não foi preenchida. Segundo dados do Censo da Educação Superior de 2010, divulgado nesta semana pelo Ministério da Educação (MEC), as 2.377 instituições de ensino superior disponibilizaram 3.120.192 vagas em seus processos seletivos, mas o número de ingressos registrados foi 1.590.212.

De 1,5 milhão de oportunidades de acesso não preenchidas em 2010, a maioria era de estabelecimentos particulares. Ainda assim, sobraram 36 mil vagas em instituições públicas, especialmente nas municipais. Especialistas justificam que esse índice é normal porque as instituições reservam sempre um número maior de vagas junto ao MEC do que pretendem de fato preencher.

Mas, há alguns fatos que devem ser colocados para reflexão. O primeiro deles diz respeito ao aumento do número de instituições de ensino superior em todo país. Se você assiste a programação na TV, lê o jornal ou ouve o rádio, já deve ter notado o bombardeio de anúncios para fisgar o público universitário.

Pela lei de mercado, quando há aumento da oferta na concorrência, ocorre uma verdadeira guerra de preços. Não consigo imaginar que uma faculdade consiga reunir a infraestrutura necessária para atender as demandas do mercado quando oferece mensalidades a preços, no mínimo, duvidosos.  

Há hoje um verdadeiro leilão que atende aos anseios das classes C e D, ávidas pelo ingresso no ensino superior, porém desinformadas quanto aos critérios necessários para a escolha de uma instituição de ensino superior. É claro que o fator preço é determinante no bolso de qualquer cidadão, seja ela da classe A ou D. Mas, não pode ser considerado como o único critério para essa escolha tão importante.

Em contrapartida, se o mercado encontra dificuldades para preencher a totalidade das vagas, o grande desafio é, sem dúvida, evitar que aqueles que conseguem entrar abandonem o barco no meio do caminho. E nesse aspecto, dois fatores são decisivos nessa tomada de decisão: a falta de recursos para bancar a mensalidade e/ou a dificuldade em acompanhar o conteúdo em sala de aula.

O desafio financeiro pode ser amenizado a partir das ofertas de financiamento estudantil, tanto públicas quanto privadas. O alunos fica endividado, mas pega o diploma Não à toa, hoje, o principal concorrente de uma faculdade privada não é a outra instituição no outro lado da esquina, mas sim, a concessionária de veículos mais próxima.

Com parcelas de R$ 700 por mês o jovem pode, ou comprar seu carro dos sonhos para livra-se do martírio do transporte público ou investir no seu diploma pela mesma quantia mensal comprometida pelos próximos quatro, cinco ou seis anos.

Já a capacitação do aluno para enfrentar todas as disciplinas durante a graduação é um desafio, em minha opinião, muito maior que o financeiro. O índice de evasão das instituições de ensino superior vem crescendo e está cada vez mais difícil segurar o aluno dentro da sala de aula. Resultado de uma falha no sistema de educação que começa desde o ensino fundamental. Os novos ingressantes formam um perfil de aluno que não tem o hábito de estudar, não são muito chegados na coisa e não conseguem assimilar com facilidade o conteúdo aplicado. Eis uma grande bola de neve que começa bem lá atrás.

Garantir a oportunidade de ingresso no ensino superior a todos é uma atitude louvável e que merece aplauso. Ninguém duvida que o investimento em educação gera resultados positivos na formação das pessoas enquanto cidadãos e garante um futuro promissor não só para quem tem o diploma na mão. O efeito é plural.

Mas, é preciso refletir se os meios para conduzir esses jovens ao ensino superior estão corretos. Quando se cria facilidades de acesso como as mensalidades atraentes, o financiamento privado e público e uma grande oferta de instituições de ensino superior no mercado cria-se, ao mesmo tempo, dificuldades que deverão ser enfrentadas e solucionadas lá na frente para que o tiro não saia pela culatra. E aí, o custo para formar este aluno é bem mais alto do que o planejado, tanto por ele quanto pela instituição de ensino superior.

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10 de novembro de 2011

Jornachismo esportivo

Entre todas as áreas do jornalismo sempre achei a esportiva a mais decadente. Não sei quem é pior, os jornalistas que sempre fazem as mesmas perguntas aos jogadores de futebol (me perdoe, mas só o futebol é esporte no Brasil para os jornalistas) ou o público que se contenta em ouvir sempre a mesma coisa, as mesmas respostas dos jogadores e os mesmos achismos.

A cobertura jornalística na área esportiva no Brasil funciona como um roteiro de novela. O assunto é sempre o mesmo, o que muda, são os atores, neste caso, os jogadores de futebol. Previsões mirabolantes, frases de impacto, ânimos inflamados, bom, pelo menos é diversão garantida.

Ligue a sua TV numa dessas mesas redondas de domingo à noite e dê boas risadas. Nem os patrocinadores são dignos! Tubos e cabos elétricos? Oi? Até os jornalistas que se dizem mais sérios, geralmente aqueles com colunas em jornais, deixam a desejar e metem os pés pelas mãos.

O episódio mais atual é o caso Neymar. Quantos jornalistas você ouviu dizer em alto e bom som que o jogador do Santos já estava com contrato assinado com o Real Madrid? Vamos lá, sem pestanejar. Eu mesmo lembro de uns cinco deles, do jornalista mais tosco ao mais renomado na área. São profissionais do que eu chamo de "Jornachismo".

O fato é que Neymar acertou com o Santos e disse ao povo que fica até 2014 no clube. Esse é o contrato. Se haverá a quebra dele, são outros quinhentos. O que vão dizer agora os jornalistas super bem informados com suas fontes seguras sobre este episódio?

Domingo é dia de ligar a TV e assistir o que eles terão a dizer. Não percam!

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9 de novembro de 2011

Alcoólicos e anônimos

A Comissão de Constituição de Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou hoje o projeto de lei que exige teor zero de álcool a quem for dirigir. A proposta foi aprovada em caráter terminativo e será analisada na Câmara dos Deputados.

Sabem o que isso significa? Nada!

Mais uma vez o legislativo prova que cria as leis que regem esse país com base na emoção e não na razão. A mídia tem destacado nos últimos meses vários casos de vítimas fatais em decorrência de motoristas irresponsáveis que insistem em pegar o volante embriagados.

E para dar uma resposta ao anseio da mídia e da população, que forma sua opinião com base nas imagens trágicas veiculadas na TV e em portais jornalísticos, o poder público cria mais uma lei mirabolante, feito a Lei Seca, que não vai pegar.

Pela lei atual, se a quantidade de álcool no sangue for de 0,11 até 0,33 mg por litro de ar expelido, o motorista não responde criminalmente, embora seja multado em R$ 957,70, perca o direito de dirigir por 12 meses e tenha a carteira de habilitação retida.

Sejamos francos. Quem, em sã consciência vai querer pagar essa grana e ainda perder o direito de dirigir por 12 meses? Pra mim, uma pena dessa espécie já é pesada. Nem por isso, houve uma queda significativa no número de registro de pessoas pegas em flagrante com a língua enrolada e o sangue cheio de álcool.

Em vigor há mais de três anos, a Lei Seca ainda não foi capaz de reduzir substancialmente o número de mortes em acidentes de trânsito no país. Segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados em junho de 2010, o último balanço oficial da pasta, o número mortes caiu 6,2%.

Nos 12 meses anteriores à entrada em vigor da lei, de julho de 2007 a junho de 2008, o número de mortes chegou a 37.161 no país. Já nos 12 meses seguintes, de julho de 2008 a junho de 2009, o total foi de 34.859. Isso significa que, em todo o país, foram registradas 2.302 mortes a menos após a implementação da lei. Pouco, muito pouco.

A questão é de educação e não de punição. E digo mais, trata-se de um problema cultural. Tenho certeza que campanhas sérias, fortes, como as que são veiculadas na Espanha, com imagens de pessoas destroçadas nas estradas, surtiriam muito mais efeito na consciência do cidadão do que essa nova lei, que como tantas outras, não vai pegar.

Quem bebe, bebe por prazer, alcoólatra ou não, e quando ingere álcool pensa em todos os efeitos e baratos que a bebida pode trazer, mas nunca nas conseqüências que ela pode provocar. Juro que nunca vi tantos jovens, mulheres em sua maioria, bebendo como nos dias de hoje. É de dar medo. E onde estão os pais dessas crianças, que cada vez mais cedo, têm acesso ao álcool livremente e sem o menor pudor?

Essa nova lei é mais um produto da legislação band-aid que o poder público sabe muito bem fazer. Apenas protege a ferida, mas não vai a fundo na cura do mal. 

8 de novembro de 2011

A Cura

Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta. A cura real somente acontece do interior para o exterior.

Sim, diga a seu médico que você tem dor no peito, mas diga também que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia.

Conte a seu médico que você tem azia, mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago.

Relate que você tem diabetes, no entanto, não se esqueça de dizer também que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil
suportar o peso de suas frustrações.

Mencione que você sofre de enxaqueca, todavia confesse que padece com seu
perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à crítica alheia e
demasiadamente ansioso.

Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em si o
ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoísmo.

Não querem mudar de vida. Procuram a cura de um câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa.

Pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar
com o peito fechado pelo rancor e pela agressividade.

Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retiram dos olhos a
venda da maledicência.

Pedem a solução para a depressão, entretanto não abrem mão do orgulho
ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas
experimentadas.

Suplicam auxílio para os problemas de tireóide, mas não cuidam de suas
frustrações e ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas
legítimas necessidades.

Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter
bloqueada a ternura e a afetividade por conta das feridas emocionais do
passado.

Clamam pela intercessão divina, porém permanecem surdos aos gritos de
socorro que partem de pessoas muito próximas de si mesmos.

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Em qualquer canto

Já repararam como a miséria se tornou uma commoditie no Brasil?

Não há nada mais valioso neste país do que a miséria. Tanto para o miserável quanto para quem o alimenta. Nosso crescimento ocorre às custas de programas de assistencialismo, patrocinados pela classe média, que é quem mais paga impostos e menos se beneficia deles.

Ser miserável no Brasil já está virando até um grande negócio. Pense comigo. Bolsa emprego, bolsa família, bolsa dentista, bolsa médico, bolsa, bolsa e mais bolsa. Nunca antes na história deste país o assistencialismo foi tão eficaz.

Miséria, miséria, em qualquer canto. E nós aqui, petrificados pelo olhar da Medusa, bancamos essa eficaz ferramenta que impulsiona o país, que permite que estudantes das classes D e E ingressem nas faculdades a partir de financiamentos públicos.

Nada contra essa iniciativa. Acho fantástico promover iniciativas que permitam o ingresso no ensino superior, mas, estes alunos não conseguem sequer sair do ambiente acadêmico. Não é à toa que a taxa de evasão nunca foi tão grande, ou seja, os estudantes entram na faculdade, mas não agüentam a carga despejada e abandonam o barco antes de pegar o canudo.

Do outro lado, ecoam movimentos de que o Brasil só dará certo com o investimento em educação. Não que eu discorde. Acredito que quanto mais educado, menos um povo é capaz de eleger palhaços, coronéis, atrizes pornôs e por aí vai. Mas esse discurso eu ouço há muito tempo. Há quanto tempo você ouve que o Brasil é o país do futuro? Cadê esse futuro que nunca chega, minha gente?

Esse futuro jamais vai chegar. E é muito conveniente que ele nunca chegue. E aí, voltamos na questão da miséria. A miséria compensa, de novo, tanto para o miserável quanto para quem o alimenta. A miséria dá voto, dá esperança, a miséria brilha uma estrela, a miséria paga salário de sindicalista até dele se tornar presidente. A miséria é aqui, minha gente. Hoje e sempre. 

Baseado em fatos reais

Não deu outra!

Quando deram de cara com a tropa de choque do batalhão da polícia militar de São Paulo, os bandidos travestidos de estudantes da USP desocuparam o campus e saíram com seus respectivos rabinhos entre as pernas.

Quem serão estes rebeldes sem causa? Quem serão aqueles que escondem seus rostos feito terroristas e fascistas metidos a intelectuais? Arrisco dizer que vocês não são nada e passarão o resto de suas vidas embaixo da saia da mamãe e da barra italiana das calças de seus papais.

Mais uma vez, proclamo, cresçam e apareçam. Onde está a coragem estudantil que enfrentava a polícia no período da ditadura militar? Onde está a coragem estudantil que foi para as ruas derrubar o presidente da república. Bando de frouxos.

Eu respondo. Está escondida porque vocês, bandidinhos da USP, não passam de uma farsa! São como os estudantes que queriam fechar o campus de uma outra renomada faculdade para promover a balada da maconha. Ora, façam-me o favor. Vão ver elefantinho rosa na casa da mãe Joana e liberem as instituições de ensino superior para quem realmente quer estudar e ser alguém na vida.

Agora lá vou eu, e mais milhões de brasileiros, pagarmos os estragos que vocês causaram no campus da USP, uma faculdade pública, mantida com o dinheiro dos impostos que vocês não pagam porque não passam de meros filhinhos de papais cuja única causa que lutam é o direito de fumar seu baseadinho.

Bons tempos aqueles da ditadura, em que os jovens lutavam em prol da sociedade. Hoje, lutam em prol de si mesmos. E se precisar, vendem a mãe para comprar o seu baseadinho. 

7 de novembro de 2011

Aos maconheiros, as batatas!

Quando eu era universitário, mais ou menos há 15 anos, havia um grupo muito popular na faculdade que gostava de jogar truco nos corredores. Era gente do bem, não se tratava de vagabundos, tanto que hoje, muitos deles são bem-sucedidos no mercado e cá pra nós, algumas disciplinas, como taquigrafia, sim, eu tive ta qui gra fia mereciam, digamos, um esvaziamento da sala de aula.

Além do carteado, alguns membros deste popular grupo davam suas escapadas para fumar um baseadinho e clarear as ideias. Confesso que, apesar de fama de maconheiros, nunca vi nenhum deles colocar um só cigarro de maconha na boca. Pelo menos não dentro do campus da faculdade.

Até porque é óbvio. Se você vai fazer algo que é ilegal, imoral ou engorda, vai fazer isso escondido e não na frente de todo e qualquer cidadão careta que não concorda com a sua postura de apreciador da maresia.

E é justamente isso que os vagabundos travestidos de estudantes da USP não aprenderam. Meu amigo, quer fumar maconha, fume, mas não dentro do campus e ao lado da polícia! Ou você acha que nossos soldados despreparados, fruto de uma polícia sem comando, vão perder a oportunidade de pegar você como um bode expiatório só pra mostrar que sim, combatem a violência e a impunidade.

E agora vocês invadem o ambiente acadêmico, ameaçam o poder público e os alunos que querem estudar; sim, pasmem, ainda há alunos que querem estudar no ambiente acadêmico, e botam o dedo no nariz do reitor da maior universidade do país só porque não podem fumar o seu baseadinho em paz?

Ora bolas! Quando é que vocês vão, de fato, tomar a universidade para estudar? Se não querem, por favor, cedam seus lugares aos pobres que não podem bancar um cursinho pré-vestibular o ano inteiro para ingressar numa instituição de ensino superior pública.

Vocês querem brincar de “O que é isso companheiro” não é? Só pode! Ou será que acreditam lutar por um mesmo ideal daqueles estudantes que enfrentaram a ditadura ou mesmo os que pintaram a cara e foram para as ruas derrubar o presidente?

Cresçam e apareçam. Vocês não passam de filhos mimados. Criancinhas que choram toda vez que tiram a mamadeira de suas mãos. E onde estão seus pais? Quem são seus pais que não lhes deram a devida educação para discernirem que a liberdade de vocês termina exatamente quando interfere na dos outros.

Larguem a maconha e vão plantar batatas!